25/04/2009

EXPLICANDO O PROPÓSITO DESSE BLOG:


Para mim, o apocalipse começou quando o apocalipse de Suzumiya Haruhi terminou com um beijo. Um beijo! Meus dois protagonistas haviam se beijado! Eu queria mais!
Entretanto, as coisas continuaram as mesmas, após aquele beijo. Os dois continuaram na sua convivência, digamos, tranquila e Kyon continuou a encarar Haruhi como uma lunática- isso na visão do anime, claro. Insatisfeita e ainda com o coração disparando- " Eu pensei que ele iria perceber seus próprios sentimentos, droga!"- decidi ler a novel. Estava em inglês. Era cansativo ler várias páginas para encontrar apenas algumas sutilezas românticas. As sutilezas me faziam suspirar, mas também me matavam de desespero. Decidi passar para algo mais direto. Fui atrás de fanfics. Acreditem. Em todo o google só havia UMA fic (brasileira) romântica de Suzumiya Haruhi e ela nem completa estava.
Revoltei-me. Pensei em perder as esperanças. Foi aí que apareceram as fics em inglês.
Fics HaruKyon em inglês, são escassas, mas existem. E você pode encontrar ótimas obras se souber onde procurar. Entretanto, muitas delas tem o estilo EXATAMENTE igual ao da série, ou seja, sutil demais e apenas mostram o Kyon e a Haruhi fazendo algo juntos sem fazer nenhuma referência romântica ou algo assim. É frustrante.
Tão frustante quanto encontrar histórias em que a Haruhi diz "Kyon-chan" e cora ou em que o Kyon fica direto dizendo "Ela é linda. Será que eu estou apaixonado?". São cenas totalmente desleais a novel.
Felizmente, encontrei uma série de boas fics românticas. Fics em que os personagens passavam por intensas emoções e que tinham pesadas cenas românticas, mas em que o Kyon continuava a ser um sarcástico que se esforça para controlar seu relacionamento com Haruhi e ela continuava com seu temperamento impetuoso e impulsivo, sem corar a cada três palavras.
Acho eu, que no momento em que Kyon realizasse seus sentimentos, ele iria querer uma resposta imediata de Haruhi. Também acredito que ela seria capaz de tomar parte da iniciativa.
Gosto de várias one-shots de ciúmes, de dúvidas, de brigas e etc. Enfim, gosto de boas histórias do casal. Então vos trago neste blog, as melhores histórias em inglês, minhas one-shots e tudo o que puder colocar sobre eles. A colaboração e os comentários de todos, seriam muito bem vindos!

Obrigada pela atenção! Apreciem o blog!^_^

ONE-SHOT: DE QUEM VOCÊ GOSTA?

Um dia, a pergunta apareceu na minha mente como um estalo, como uma explosão, como os doze cavaleiros do Apocalipse, não sei. Acho que foi o que as pessoas chamam de impulso. Ninguém poderia me culpar por um lapso.

- Haruhi...

- O que é!?!- perguntou ela, com sua habitual impaciência.

- Você está gostando de alguém?

Haruhi nada respondeu. Apenas me olhou, chocada.

Droga. Eu seria morto.

E se não fosse morto, iria me matar. Ou pelo menos, fazer algo suficientemente trágico para que Haruhi esquecesse minha pergunta.

- Por que isso lhe interessa?- Ela perguntou.

Admito, era uma boa pergunta. Eu precisaria de tempo para pensar.

- Não me interessa. Estou apenas perguntando.

- Nesse caso, não irei responder.- Disse ela, deitando o rosto na mesa e fechando os olhos, parecendo irritada como se eu tivesse lhe proferido a pior das ofensas.

" Então você gosta de alguém!"- Conclui, sem saber ao certo o que deveria sentir com essa constatação. Eu deveria ficar feliz por Haruhi, como um amigo ficaria? Aliviado, como o escolhido dela ficaria? Neutro, como qualquer um que se sentasse a frente dela ficaria?

Afinal, que tipo de papel eu deveria representar?

Droga. Isso implicaria ter que classificar Haruhi e eu já tinha descoberto que não era nada bom nisso. Muito menos em um momento daqueles. Com uma pergunta comprometedora lançada no ar e com uma angústia mais suspeita ainda.

O que eu deveria fazer?

Respondê-la? Ignorá-la? Mudar de assunto?

Eu nem sequer sabia se deveria me preocupar com meus pensamentos, ou com o que ELA estava pensando.

- Haruhi, quem é o garoto que você gosta?

- Por que você quer saber disso?

- Pelo mesmo motivo que você quer saber se aliens existem ou não. Porque eu acho interessante.

Novamente, ela pareceu se ofender. Sabe-se lá com o quê.

- Você não deveria querer saber! Ele é um idiota!

- Todos os homens são idiotas para você, Haruhi.

- Koizumi-kun não é um idiota!

"E desconfio que não seja homem", pensei em dizer, mas desconfiei que se o dissesse, não haveria um dia em que eu não sofresse uma tentativa de atropelamento por uma mercedes branca.

Então, Koizumi estava eliminado, huh? Muito bem, senhorita Haruhi. Então, você gosta de alguém que não lhe vê como uma deusa. Isso elimina suas probabilidades de conquistá-lo.

Por outro lado, eu ficaria mais tranquilo se fosse Koizumi. Koizumi jamais se envolveria com Haruhi. Outro cara...bem, ela já havia saído com vários não era? E ela era uma garota atraente. Irritantemente atraente.

Tudo isso me preocupava, mas o que mais me preocupava era o uso do termo "tranquilo" em uma das frases acima. Por que aquilo me parecia tranquilizador? Desde quando eu me importava com quem Haruhi saía ou não?

- Kyon?

Por que resolvi fazer aquela pergunta, à princípio de conversa? Aquilo não me interessava. Haruhi podia sair com um cara, com uma mulher ou com um etê. Não era da minha conta.

- Kyon?

Bem, na verdade era sim. Eu era o escolhido dela, não era? Como ela ousava me envolver naquela história sem sentido, mudar meus conceitos de mundo, colocar-me em um patamar e depois gostar de alguém? Se ela quisesse me monopolizar, tudo bem. Mas teria seu troco. Ah, como teria.

- Kyon?

Dei um meio sorriso. Ela pareceu não entender. Não me importei com o fato que ela era uma excêntrica, uma deusa ou uma distorção temporal. Novamente, isso não me pareceu ter a menor importância. Deixei meu peito gritar e perguntei a ela, calmamente:

- Então, você está apaixonada por alguém, não é?

- Eu...!

Não deixei que ela concluísse sua frase. Peguei seu braço e selei sua boca com um beijo. No momento em que fiz isso, percebi o quanto senti falta daquele sabor. Sentindo aquela sensação vagamente macia e quente em minha boca, senti como se toda a minha racionalidade fosse atirada pela janela e como se algo pesado saísse de dentro de mim. Tentei roubar seu fôlego a todo custo, pois cada vez que sentia aquele toque tornar-se mais profundo, meu corpo parecia mais leve e quente. Não havia um sentido naquilo e nem precisaria ter.

Não quis uma explicação.

Finalmente, separei o beijo. Haruhi encarava-me como se eu fosse um louco, um delinquente. Um atendente de telemarketing. Ignorei. Já havia ignorado meus sentimentos muitas vezes, então em um caso excepcional, decidi ignorar minha mente.

- Haruhi.

- O que voc...!?!

- Ainda bem que o garoto que você gosta é um idiota.

- Han!?! Mas do que diabos você...!?!

Toquei o rosto dela. O sorriso sumira, agora eu estava sério.

-...Pois assim a disputa será muito mais fácil.

Nesse instante, saí da sala, tendo a certeza que havia mudado algo no universo, em mim e na entidade chamada Suzumiya Haruhi. Eu seria o preferido dela. Tinha certeza disso.

Eu era o único que podia me manter ao seu lado e descobri que gostava disso. Um pouco mais do que preferia gostar, talvez.

De todo modo, quem era aquele idiota de quem Haruhi se referia? Sigh. De que tipo de garoto ela gostaria? Ele devia ser realmente estranho. Pensei que não gostaria de conhecê-lo. Por dois motivos completamente opostos...

É por isso que hoje, no dia da nossa formatura, fiquei tão surpreso em descobrir que essa pessoa era eu. E, pela primeira vez, fiquei feliz por ter agido de maneira impulsiva e irracional naquele dia. Por não ter encarado as consequências de meus atos. Enfim, por ser um idiota.








FIM

ONE-SHOT: Um Cosplay para Asahina-san



Aquele era mais um dia comum, até o segundo em que os olhos de Suzumiya Haruhi encontraram-se aos meus. Percebi pelo brilho que ela estava planejando algo. Aquele era o brilho fascinante e enigmático dos olhos de Hannibal Lecter devorando suas vítimas. Mas isso é apenas um detalhe. Haruhi não me devoraria. Não enquanto eu pudesse realizar serviços braçais.

Sentei na carteira a frente e esperei as consequências. No pior dos casos, eu era o mais próximo da janela.

- Oi...- falei hesitante. Ela não perdeu tempo.

- Preciso de você.- ela disse. Um "bom dia" seria mais apropriado, mas como já disse, aquela era Haruhi. Então, novamente aquilo era um detalhe.

- Tudo bem, mas quero apresentá-la aos meus pais primeiro.

- Idiota!

- É sempre bom contar com suas respostas inteligentes, Haruhi.- respondi tranquilamente. Aparentemente, meu sarcasmo e meu senso de sobrevivência estavam em uma batalha mortal. Meu sarcasmo provavelmente venceria. Ele era mais forte.

Ela resmungou algo incompreensível e voltou seus olhos de ébano- em chamas- para mim.

- Preciso de um conselho seu. Como exemplar masculino, entende?

" Então por que não perguntar para o Koizumi?", pensei em perguntar, mas achei que a resposta mudaria completamente o foco da discussão.

Nem me perguntei porque ela não estava perguntando isso a qualquer outro garoto. Tinha plena consciência de que Haruhi consideravam os homens o mesmo que batatas. Ou seja, eu era uma exceção à regra.

- Então, eu não sou uma batata.

- O quê!?!

- Não, nada.

- De qualquer modo, quero um conselho seu. Que cosplay você acha que ficaria bom na Mikuru-chan?

- Esse é seu departamento, não é?

- Vamos. Eu conheço sua tara por ela. Essa coisa primitiva que os homens nutrem. Diga logo e não ouse tentar mentir.

Por que diabos eu mentiria em uma situação dessas?

- Por que você está me perguntando isso?- indaguei. Tentando realmente compreeender a situação.

- Porque eu não sei mais o que fazer! Eu já usei todas as taras masculinas possíveis! Bunny-gail, líder de torcida, enfermeira, empregada, garçonete....Ah! Como posso torná-la mais moe!?!

Se ela fizer exatamente a cara que você está fazendo agora, dará certo.

Eu nunca poderia responder isso. Na verdade, eu nunca deveria ter pensado nisso. Certo, Haruhi era alguém atraente, mas se dependesse de mim, ela nunca saberia disso.

Se dependesse de mim, na verdade, eu não gostaria que ninguém soubesse disso.

Lógico, eu nunca diria isso para ela. Não deveria pensar nisso também.

- Eu não sei o que você pode fazer.- respondi sinceramente.

- Como não, Kyon!?! Eu estou lhe dando a oportunidade de revelar suas mais secretas fantasias sem que você seja julgado pela sociedade e você diz isso!?! Vamos, vamos! O que lhe excita????

- Ações da VALE.

- Idiota!

A mesma resposta. Haruhi não sabia ser original.

Tirando o fato de acreditar e procurar por espers, alienígenas, viajantes do tempo, UMAs ou afins, ela não tinha criatividade.

E sim, estou usando a ironia para corrigir um lapso. EU sou criativo. Original? Felizmente não.

- Que tal professora?- sugeri. Não sei porque pensei em uma professora. Talvez homens fossem tão primitivos quanto Haruhi julgava. Não sei. Ou talvez eu estivesse apenas querendo encerrar logo aquela conversa.

- Professora???? Você tem uma tara por professoras!?! Isso realmente não lhe cai bem, Kyon!

- Você não disse que não ia me julgar???

- Eu não estou lhe julgando! Estou lhe alertando!

Haruhi. Haruhi. Como entendê-la?

Como evitar sentir algo morno em meu peito quando se tratava dela?

Como olhar nos olhos dela e dizer o que eu queria que Asahina-san vestisse, quando eu a imaginava com todas as roupas que ela sugeria?

Sigh. O que havia de errado comigo? Se aquilo eram os hormônios, eu passaria a tomar doses diárias de estrogênio.

- O que você propõe que eu sugira?

- Algo que atraia todos os homens! Algo que desperte atenção! Imagine! O que poderia lhe atrair mais????

Ela estava animada e, sem querer,- eu suponho- aproximou o rosto do meu. Ela ousou misturar a respiração com a minha. Ousou fazer-me mergulhar naqueles olhos de ébano. Suspirei. Droga. Não havia jeito. Eu não tinha como fugir daquela...

- Você. De rabo de cavalo.- respondi finalmente.

Um longo silêncio permaneceu na sala. Quando os outros alunos entraram, o clima era o da confissão de um crime. Alguns perguntaram se Haruhi tinha me batido. Disse que não para a maioria. Disse que sim para alguns, só para observar a reação.

No dia seguinte, Haruhi apareceu de rabo-de-cavalo. O desmanchei na hora. Ela chamaria a atenção de todos os homens assim. E era exatamente isso que eu não queria.








FIM

ONE-SHOT: BRISA E TEMPESTADE


Saí da sala da brigada, furioso. Decidido a não voltar. Na verdade, sequer sabia como tinha suportado tanto tempo sem ter aquela reação. Acho que para proteger Asahina-san, provavelmente. Entretanto, vendo meus esforços sendo jogados Everest abaixo, cansei e explodi. Não no sentido literal, claro. Mas pelo olhar de fúria de Haruhi, esse pequeno lapso ortográfico muito em breve seria corrigido.

Brigamos. Acho que nunca fui tão franco e duro com ela.

Contei a verdade, que ela envolvia Asahina-san e eu em seus planos sem sentido, que ela era uma idiota incorrigível e que se não melhorasse, eu sairia daquela brigada.

- Saia então! Ninguém está lhe impedindo!

E foi o que fiz.

A fúria me sufocava até a essência de meu ser, mas saber que Haruhi havia acabado de aceitar aquilo com tamanha facilidade, era ainda pior. Senti uma estranha mistura de angústia, raiva e um terrível desespero, mesclarem-se em meu peito. Eu ainda não entendia aquele sentimento, mas ele certamente alterava muito o ritmo da minha respiração.

Tentei manter o controle. Onde estava aquele Kyon racional? Aquele Kyon lógico, sarcástico e conformado que não se chamava por aquele apelido ridículo?

Não consegui me acalmar. Era como se algo pesado e intoxicante pairasse sob o ar.

Súbito, a porta do clube se abriu.

- Kyon!

Ela pareceu surpresa em me achar no corredor. Minha surpresa foi descobrir que ela também tinha vindo ao corredor. E mais, que não era só minha respiração que estava alterada...

- O que é!?! Me deixe em paz!

- Kyon! O que você está fazendo!?! Me espere!

...meu ritmo cardíaco também.

Desci rapidamente pelas escadas. Eram vários andares. Amaldiçoei Haruhi e o engenheiro do prédio por isso. Meu fôlego parecia cada vez menor, mas continuei a correr. Não podia encará-la. Não no estado em que estava.

Finalmente. paramos em um andar, pois Haruhi parou de correr atrás de mim e sentou-se em um banco, fuzilando-me com olhar.

- Eu estou cansada, sabia?- Ela disse, irritada.

- Eu não lhe obriguei a correr atrás de mim por vários corredores.

- Tudo bem! Não vejo problema! Foi como uma partida de pac-man!

- Nesse caso, eu sou um fantasma ou uma fruta? Hmm. Vamos ver o que é mais ofensivo...

- Kyon...- O olhar dela agora, era aflito.

- O quê, Haruhi? Vai fingir que tem sentimentos? Eu sei que você não é assim. Pare de ser tão hipócrita para conseguir o que quer.

A raiva me subiu a cabeça. Eu ofendia Haruhi como se arrancasse ácido de minhas veias. Eu simplesmente perdi o controle, achando que não haveria consequências. Afinal, aquela era Haruhi, não era? Ela não me importava e nem SE importava, então eu finalmente podia desabafar e descontar nela, toda a frustração que aquela brigada havia me trazido desde o seu primeiro dia de criação. Não faria diferença.

- Kyon...Você ama a Mikuru-chan?

Essa pergunta me surpreendeu.

Ela estava brincando? Não podia ser. Haruhi estava sempre séria. Então qual o sentido daquela pergunta?

- Não é essa a questão...- respondi, desviando meu olhar. Droga. Por que eu não estava confirmando isso? Eu sempre disse para mim mesmo o quanto amava Asahina-san, então por que não conseguia dizer isso para Haruhi? Por que era tão desconfortável falar de meus sentimentos olhando nos olhos dela?

Eu não estava escondendo algo.

- Então, me responda...Você me odeia?

- Êh?

- Você brigou comigo. Disse palavras cruéis que um subordinado jamais deveria dizer à sua líder. Para se rebelar a esse ponto por alguém que você não ama, você deve me odiar.

Ódio era uma palavra muito forte. Certo, o que eu sentia por Haruhi era muito forte. A prova disso era que eu continuava indo na brigada todo dia, mesmo dizendo a mim mesmo que jamais voltaria lá. Algum magnetismo me atraía para aquela sala contra vontade.

Se eu a odiava?

- Sim, Haruhi, eu te odeio.

Ela deu um suspiro, se aproximou da janela. O que ela...?

- Kyon.

- O que você está fazendo?

- Se eu me atirasse daqui, o que você faria?

- Ligaria para uma ambulância.- respondi secamente. Não estava com paciência para brincadeiras. Especialmente para uma sem a menor lógica.

- Então, você não me seguraria?

- Eu poderia cair junto e, me desculpe, Haruhi, mas eu não morreria por você.

- Eu entendo...

Súbito, Haruhi se encostou no parapeito e deixou seu corpo deslizar suavemente para trás, no que seria o início de uma queda fatal. Era sério!?!

Não sei exatamente, o tempo que aquilo durou ou o quanto ela esteve em perigo, pois assim que percebi seu desequilíbrio, como que por reflexo, abraçei seu corpo, impedido sua queda.

Meu movimento foi puramente instintivo. Eu apenas perdi o controle, quando a vi daquele jeito. A idéia de perdê-la de um jeito tão bobo ainda fazia meu coração falhar uma batida.

- Haruhi...- reuni forças e fôlego-...o que diabos você estava fazendo!?! Você é mesmo uma idiota, não é!?!

Eu estava com raiva. Realmente zangado. Entretanto, não larguei-a de meus braços em nenhum momento.

- Idiota.- disse ela- Você não disse que ligaria para a ambulância?

- Você podia ter morrido!

- Isso lhe transtorna tanto?

Era assim que ela via a cena? Eu era um idiota? Ela não percebia que se ela realmente tivesse caído, quem estaria em uma ambulância seria eu?

- É claro que sim, sua imbecil! No que você estava pensando!?! Você realmente ia fazer isso!?! Quão burra você é!?!

- Qual é o seu problema!?! Isso não é da sua conta!

- É lógico que é!

- Mas você me odeia, não é!?!

- Não! Eu não odeio!

- Mas você disse que...!

- Eu te amo, sua idiota! Eu te amo! Eu te amo tanto que me jogaria da janela se você pedisse! Eu te amo tanto que mal posso recusar um pedido seu! Eu te amo a ponto de querer te odiar, Haruhi! Droga! Você não consegue entender algo tão óbvio!?!

Pronto. Era isso. Não me importaria se ela me batesse ou me punisse. Eu queria uma resposta. E queria agora.

Ela me forçara até minhas últimas limitações ao me perguntar se eu a odiava. Contudo, quando ela tentou se jogar pela janela, concluí que era hora de esclarescer algumas coisas. Principalmente, para mim mesmo.

Certo. Eu te amo, Haruhi. E isso está matando minha lucidez.

- Eu...

- Você não me odeia.- respondeu ela com um sorriso vitorioso- E eu sabia que você iria me pegar, idiota.

- O quê!?!

- Porque eu confio em você.- Complementou ela, lançando um sorriso quase terno para mim.

Confiar em mim? Como assim? Que droga era aquela? Por que ela não estava me respondendo?

Eu estava confuso. O perigo já havia passado, mas meu coração permanecia acelerado como se o perigo real ainda estivesse surgindo. Talvez ele não estivesse errado.

- Haruhi...

- Você, subordinado número dois. Eu sei que é seu dever proteger a mascote da brigada, mas nós somos amigos. E mais, eu sou sua chefe. Então da próxima vez que você vier com uma atitude tão imbecil eu realmente lhe expulso da brigada, entendeu?

Eu entendi. Ao ouvir a palavra "amigo", eu finalmente entendi.

Droga, Haruhi. Por que você me faz utilizar os verbos nas orações mais inadequadas possíveis?

- Kyon?

Eu tive que brigar com você, correr por vários corredores e impedir que você se jogasse da janela para você me dizer que eu sou um amigo?

Você é idiota?

Você diz uma coisa dessas quando está nos meus braços? Sentindo meus batimentos cardíacos???

Droga! Você ainda não entendeu o que eu disse!?!

- Kyon, eu tenho que ir, eu...

Ela tentou se soltar de meus braços. Não a deixei ir.

Ela se surpreendeu.

- Kyon, o que você...?

Não dei tempo para que ela terminasse a frase. Beijei Haruhi. Beijei com todo o meu fôlego e alma, até saciar aquela estranha e infindável sede que senti dos lábios dela. Sério. Como uma boca podia ser tão doce? Finalmente, percebi o quanto sentia falta daquele gosto. Daquele toque. Haruhi era tão macia que eu tinha vontade de apertá-la em meus braços e nunca mais deixá-la ir. E o calor que emanava de sua boca, descia em ondas por meu corpo.

Então, o acidente ocorreu.

Haruhi tropeçou no ar e nós caímos pela janela. Juntos.

Chegamos ao solo rápido. Talvez rápido demais. E foi menos doloroso do que imaginei.

"Será que eu morri?"- perguntei-me. Recobrando a razão, olhei para a janela.

Nesse momento, percebi algo que eu não tinha notado até então.

- Haruhi...Nós estávamos no primeiro andar?

Ela me olhou.

- Você sabia disso?

Ela confirmou com a cabeça.

Sigh. Eu poderia brigar com ela, mas seria estranho já que eu não conseguia tirar aquele sorriso do rosto.

- Então até suas declarações são excêntricas, huh?

Antes que ela pudesse contestar, a beijei novamente. Não seria Asahina-san ou uma janela que nos separaria. Principalmente, uma no primeiro andar. Especialmente, uma envolvida nos planos de Suzumiya Haruhi. Minha namorada.





FIM

24/04/2009

ONE-SHOT TRADUZIDA! - "Acho que devo fazer isso"

"Acho que devo fazer isso"- disse Itsuki, olhando através da janela do clube.

"Fazer o quê?"- Kyon perguntou, sem disposição para tirar os olhos de seu mangá.

"Chamá-la para sair."

"Chamar quem para sair?" Pare de ser tão misterioso. Está me irritando mesmo.

"Haruhi."

"O quê?"- Kyon disse, finalmente olhando para Itsuki, bastante chocado. Itsuki tirou os olhos da janela e encarou o olhar espantado de Kyon.

"Eu disse que acho que devo chamar Haruhi para sair "

"Não tente se fazer de sonso! Eu perguntei o motivo!"

"Eu sempre tive vontade. Afinal, ela é uma garota linda e interessante."

" Bem, você não pode sair com ela!" Kyon disse, agressivo.

"Por que nã...?-" Itsuki estava dizendo.

"Você está passando bem?" Kyon continou, não se importando com o fato de ter interrompido Itsuki.

"Sim"- ele respondeu- "Eu estou bem"

"Tem certeza?" - Kyon perguntou novamente.

"Sim. Por que você está tão espantado?"

"Porque,"- Kyon disse- "Porque nenhuma pessoa sã teria o mínimo desejo de sair com uma garota tão excêntrica! Muito menos qualquer um de nós, membros da brigada. Nós sabemos do que ela é capaz. Isso é algum tipo de piada?"

"É tão difícil de acreditar que eu gosto dela e quero chamá-la para sair?" Itsuki perguntou inocentemente.

"Quer a verdade? É. É sim." Mesmo em um universo daqueles...

"Ah, tudo bem. Você me pegou" - Itsuki disse, sorridente.- "Eu estava apenas testando uma teoria."

"Que teoria?" Kyon perguntou, erguendo uma sobrancelha.

"Ah, esqueça" Itsuki disse, sorrindo de novo.
" Bem, alguma coisa deve ser"

" Eu só queria ver se iria lhe deixar irritado"

"Irritado?"- Kyon perguntou. " Por que eu ficaria irritado? Eu não estava irritado."

"Sério? Porque você parecia um tanto irritado,"- Itsuki disse.

" Bem, eu não estava"- Respondeu Kyon com impaciência. Ele voltou a prestar atenção em sua revista.

"Então, está tudo bem se eu sair com ela?" Itsuki perguntou, olhando para Kyon.

" E por que não estaria?" Kyon perguntou, passando a página.

"Eu só estava pensando," Itsuki disse, voltando a olhar para janela.

Passaram-se alguns minutos silenciosos, até a entrada triunfal de Haruhi.
"Olá, pessoal! A chefe de brigada já chegou!" Ela olhou em volta e se desapontou ao descobrir que apenas Kyon e Itsuki estavam sentados à mesa.
"Onde está Mikuru? E Yuki?"

"Elas tiveram que ir para casa" Itsuki explicou. "Seus pais queriam conversar com elas sobre algumas coisas relacionadas ao colégio."

Humpf. É. A entidade de pensamentos integrados e os chefes da agência de viagens temporais, realmente deviam estar preocupados com a vida escolar de ambas.

"Ahhh!" Haruhi suspirou. "Logo agora que eu arrumei um uniforme de bibliotecária para que a Yuki também pudesse usar um cosplay-"

Bibliotecárias possuem um uniforme?

"-mas já que ela não está, não posso fazer nada." Ela sentou em uma cadeira, virou a tela do computador e começou a fazer alguma pesquisa.

"Haruhi," Kyon ouviu Itsuki dizer "Eu quero lhe perguntar uma coisa."

Kyon derrubou seu mangá. O quê? Ele não estava...?-

" O que é?" Haruhi perguntou.

"Eu estava pensando se você não gostaria de..."

O quê?! Ele está! Esse idiota! Kyon voltou-se para Haruhi e já tinha aberto a boca para dizer algo, quando-
"-me ajudar com aquela tarefa de matemática, depois da aula? Eu estou tendo dificuldade para resolver."

Haruhi focou-se na tela do computador. "Claro."- respondeu ela, desligando o estabilizador.

"Ótimo," Itsuki respondeu. Kyon suspirou tão profundamente, que pensou ter feito algum barulho.

Haruhi levantou-se pegou suas coisas e disse, "Estou indo. Vocês são muito entediantes."

E Mikuru e Yuki não eram?

"Até mais."

"Tchau," Itsuki disse, sorrindo, enquanto Haruhi fechava a porta. Ele voltou-se para Kyon com o mesmo sorriso. "Que susto, não?"

"Não sei do que você está falando," Kyon, agora, lutava para concentrar-se em sua revista.

"Eu vi seu rosto, quando eu estava falando com Haruhi. Você estava prestes a dizer algo."

"Você deve estar vendo coisas," Kyon disse. Maldito Itsuki.

"Bem, não se preocupe," Itsuki disse, pegando suas coisas e indo para a porta. " Eu não poderia chamá-la para sair. Ela recusaria. Afinal, ela tem você."

" Do que você está falando?"

"Tchau," Itsuki se despediu bem humorado, enquanto atravessava a porta.

Kyon fechou sua revista, pensativo. Ele estava tão confuso e nervoso que quis procurar Itsuki para perguntar-lhe algo, mas ele já havia ido embora. Sabendo disso, ele desistiu e também foi para casa. Por que se incomodar tanto?

Durante toda a sua caminhada para casa, ele não tirou o que Itsuki disse, da cabeça.


FIM



Essa foi apenas uma tradução, mas eu adoraria comentários!

ONE-SHOT: UMA SEMANA

Quando me lembro do que aconteceu, penso no quanto tudo foi rápido e estranho. Uma semana. Uma semana havia se passado e agora a situação encontrava-se tão caótica que eu não sabia ainda pelo que me desesperar primeiro.

Uma semana. Há exatamente uma semana, Haruhi me fez o pedido...

- Kyon, saia comigo.

Assim, dessa maneira direta e indiscreta, como quem cospe no chão. Tentei me fazer de idiota. Ou melhor, me tornar um idiota, para não ter que entender o que ela estava me pedindo. Assim, seria muito mais fácil disfarçar meu pânico.

- O quê?- perguntei. Tendo a tola esperança de que ela iria dizer que era brincadeira e começaria a insultar minha inteligência.

- Você está saíndo com alguém?

" Desculpe-me, mas sou casado", tive vontade de dizer, mas tive medo que isso ameaçasse meus esforços para acreditar no imaginário caso que eu tinha com Asahina-san.

- Na verdade, não.- respondi com sinceridade- Ainda assim, seu pedido não me faz sentido algum.- respondi mais sincero ainda.

- Oras, como não faz??? Não é simples!?! Que parte da oração você não entendeu!?! Eu estou claramente pedindo que você saia comigo!

" E eu estou, claramente, me vendo amarrar uma corda no pescoço. No seu, claro."

- Por quê?

Nesse instante, os olhos dela desviaram-se dos meus. Achei que a resposta seria excessivamente cruel para ser dita olhando diretamente cruel para mim.

- Porque eu estou entediada. Quero sair com alguém.

"E um etê, talvez, nunca apareça." Complementei novamente. Francamente. Que motivo absurdo para me pedir para sair! Não me assuste por uma razão dessas!

- Por que não com outro garoto?

- Garotos da nossa idade só se aproximam da brigada pensando na Mikuru-chan!

E eu não sou uma exceção ao caso. Então, por que me rebelar contra o senso comum, o cupido e os d-cups?

- Haruhi, pense bem. O que nós dois poderíamos fazer juntos?

- Nos divertir, oras! Você é tão sonso, Kyon!

Talvez tenha sido o "oras", talvez a pressa, mas quando percebi, já estava namorando com Suzumiya Haruhi. E só para constar, essa rima não foi proposital. São as pequenas coincidências que acontecem, quando se trata de Suzumiya Haruhi.

Sabendo ter assinado minha sina de morte, decidi procurar por Koizumi. Ele deveria saber como resolver aquela situação. E se não soubesse, seria um nome a menos no meu testamento.

- Koizumi, a Haruhi me pediu em namoro.

Ele começou a rir. Levando em consideração a frase acima, não o julguei nem um pouco.

- O que você acha que devo fazer?- perguntei.

- Não se preocupe! Se a Suzumiya-san lhe propôs, ela provavelmente se esforçará a manter o relacionamento! Ela provavelmente lhe acha interessante.

- Era isso o que eu temia.

- O quê? Você não gostou da proposta? Então por que a aceitou?- perguntou ele, com fingida inocência.

- Eu não sei...- resmunguei- Tive medo que ela causasse outro espaço restrito ou algo assim. Ela disse que estava entediada e isso é, literalmente, o fim do mundo no caso dela.

Koizumi sorriu. Contive-me para não socá-lo.

Então, ele me disse a frase que definiu toda a situação até agora...

- Os namoros de Haruhi duram no máximo uma semana. Você só vai precisar de um pouco de paciência.

E eu tive. Aguardando uma semana, virei o namorado de Haruhi.

O que significava sair com ela, conversar com ela, pagar a conta para ela e vê-la brigar com Asahina-san, com ciúmes de mim. Sem essa vírgula, a última frase seria perfeita, mas tudo bem.

De modo geral, nosso relacionamento não mudou nada. Para a minha plena satisfação. Até que na quinta, a ouvi dizer...

- Kyon, me dê um beijo.

Novamente, tornei-me estático. Foi como ouvi-la pedir um tiro ou uma aliança.

- Como assim?- perguntei. Novamente, senti falta de ser um idiota. Eu podia dizer que não sabia o que era um beijo. Ou fingir que era Peter Pan e dar a ela, um dedal. Não sei. Entretanto, minha curiosidade e algo inexplicavelmente forte cresciam dentro de mim e tive que esperar pela resposta dela.

- Você é meu namorado, não é? Então me beije!


Pensei se ela tinha dito isso a todos os seus namorados. Sigh. Que mal estar incômodo. Eu achava que tinha sido o primeiro beijo de Haruhi, mas isso não tinha ocorrido nem em sonhos. Que situação irônica.

De certo modo, fiquei frustrado com ela. Desde quando Suzumiya Haruhi tornara-se tão vulgar? Se ela estava ME tratando assim, como estaria tratando outros caras, que ela desprezasse menos?

Irritado, neguei seu pedido e levantei-me da mesa.

Ela berrou algo. Estava vermelha. Raiva? Eu que deveria estar zangado. Saí da sala e nada mais disse.

Entretanto, percebo que hoje é sexta-feira. Percebo que hoje nós completamos uma semana de namoro. Percebo que Haruhi não está falando comigo. E acima de tudo, percebo que ela está em uma conversa-aparentemente- interessante com algum aluno de nossa classe.

Mesmo para um sarcástico, esse tipo de evento não tem a menor graça.

Mas o que eu deveria fazer? O que posso pedir dela? Haruhi não é minha deusa, distorção temporal ou potencial para a evolução. Haruhi é apenas Haruhi. Minha...

- Kyon! O que você está fazendo aqui!?!

- Haruhi, quem é esse cara?

- Ah, ele? Ele é o Izumi-kun! Do clube de astronomia!

- Sei...

- Kyon, por favor, nós conversamos sobre ele depois, eu...

Não. Eu não quero conversar sobre isso.

É por isso que estou lhe beijando, sua idiota. É por isso que, novamente, tenho que abdicar a todo o meu bom-senso e amor-próprio para lhe beijar. É por isso que a sensação de lhe beijar é tão compensadora, sua sonsa. Porque eu não quero ouvir o resto. Porque para mim pouco importa se é sexta, quinta ou amarelo. Eu ignorarei o lógico para me manter ao seu lado. Estou habituado a fazer isso.

E por favor, pare com essa cara surpresa. Você também, Izumi.

- Haruhi-chan...Quem é esse garoto????

Haruhi-chan, uma ova.

- Bem, ela representa várias coisas coisas em minha vida, mas isso não importa. No fim...Haruhi é Haruhi. Minha namorada.

Não importa quantas punições eu tenha que sofrer ou quantas contas eu tenha que pagar. Haruhi é Haruhi. E não quero mais me enrolar em uma questão tão simples e importante.

Até porque, o rosto vermelho dela, não aparenta raiva. Então, meu lucro é provável.

Não definitivo, afinal estamos falando de Haruhi. Somente eu sei, o quanto minha namorada é incostante. E quanto eu a amo por isso.

- Kyon...

- Haruhi, eu sei que você provavelmente se cansou de mim e que alguém que estuda o espaço deve lhe parecer interessante, mas eu não me arrependo do que fiz.

- Kyon...

- Eu sei que você quer terminar comigo, mas eu não vou aceitar isso tão facilmente. Eu sou alguém normal e relacionamento de pessoas normais duram mais de uma semana!

- Kyon!

- Tá certo! Você quer ouvir!?! Então, tudo bem! Eu te amo, Haruhi! Então, nem venha me dizer que quer terminar comigo!

- Eu não ia dizer isso!

-...ÊH!?!

- Eu ia dizer que precisava da sua ajuda para subornar o Izumi-kun! Eu estou interessada no telescópio dele!

" De um modo estranho, isso faz sentido"

-...

- E agora você estragou tudo! Por que diabos eu terminaria com você!?! Eu também...!

- Complete a frase.

- Não! Idiota!

- Complete, vamos.

- Nunca.

- Não exagere.

- Bah! Seu imbecil! Não vou mais perder meu tempo com alguém que me faz perder oportunidades! Vamos! Como castigo, você vai ter que me pagar um sorvete!

O que eu posso fazer? Não posso contrariar minha chefe de brigada. Muito menos negar um encontro com ela.

Uma semana. Um mês. Não importa. Quando se trata de Haruhi, todo o tempo pode ser recriado. E nunca, nunca desperdiçado.

Engulo essa conclusão com o sabor de sorvete de morango, dos lábios dela.

E o pior, ela é suficiente para mim.




FIM

ONE-SHOT TRADUZIDA! - "Quando nos conhecemos..."

"Quando nos conhecemos..."

“Lembro-me da primeira vez em que nos vimos. Eu sei que isso parece clichê, mas é sério. Seus olhos brilhavam. Seu cabelo era longo. Você era tão linda que parecia perfeita."

“Tenho que admitir, tive uma queda por você.

“Isso até você abrir a boca, destruindo minha imagem com seus comentários excêntricos sobre aliens, viajantes do tempo e espers. Desde então, você não passou a ser nada além de uma dor de cabeça em minha vida, sempre me arrastando- literalmente- para ajudá-la com seus planos sem sentido e para consertar os problemas que eles geralmente gerava m.

" Foi realmente um inferno e a única razão de estar diante de você, dizendo tudo isso, foi graça aos meus próprios esforços, o apoio de alguns bons amigos e a minha completa falta de sorte."

“Se eu já pensei em desistir? Em dizer 'Sem chances! Eu não aguento mais esse joguinho!'"?

“Óbvio. Que pessoa normal não pensaria nisso?

“Mas, sabe de uma coisa? Eu não acredito que estou dizendo isso abertamente, mas...

“Eu não perderia isso por nada desse mundo. Obrigada por sempre encher meu saco, Suzumiya Haruhi.

“Eu te amo.”

“Kyon...”

“Então, Koizumi?”

“Haruhi vai lhe estrangular no altar se você ler esses votos.”



COMENTÁRIOS: Então???? Gostaram??? Eu considero essa one-shot extremamente meiga e não resisti a colocá-la aqui! Lembrando que se ela é uma tradução, não foi escrita por mim, mas gostaria de saber o que vocês acharam, pois eu gosto muito dela!^^
PS: O comentário mais comum das pessoas após lerem essa fic é " Eu pensei que ele estava falando com a Haruhi!". Por que será????